CPL

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Fundado em 1998 pelo Cónego António Ferreira dos Santos, o Coro Polifónico da Lapa (CPL) apresentou-se formalmente à comunidade em 2000 - (ano do Bach). Nesse ano, em homenagem ao grande Mestre de Leipzig, o CPL apresentou, na liturgia dominical da Igreja da Lapa, as Quatro Missas Luteranas do compositor.

Inicialmente um coro vocacionado para a liturgia, a sua qualidade artística direcionou o CPL a especializar-se também num vasto repertório de música sacra que apresenta regularmente em concertos de norte a sul de Portugal. As suas atuações incluem algumas das mais prestigiadas Igrejas e sala do país, como: Igreja da Lapa, Sé Catedral, Igreja dos Clérigos, Igreja de São Francisco, Casa da Música e Coliseu do Porto; Catedral de Viana do Castelo; Igreja do Hospital de São Marcos (Misericórdia) de Braga; Casa das Artes e Igreja Matriz de Famalicão; Grande Auditório do Europarque, em Santa Maria da Feira; Catedral de Aveiro; Mosteiro de Arouca; Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra; Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima; Pavilhão Multiusos de Viseu; Catedral de Santarém; Aula Magna, Igreja de São Domingos e Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Além-fronteiras, destacam-se apresentações em Espanha, nomeadamente na Catedral de Alcalá de Henares, Catedral de Santiago de Compostela e Mosteiro de São Martinho Pinário.

Frequentemente, faz-se acompanhar por formações orquestrais de renome como a Orquestra Sine Nomine, Orquestra Clássica D. Pedro IV, Orquestra do Conservatório de Música do Porto, Orquestra do Norte, Orquestra Artave, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Banda do Exército - Destacamento do Porto, Banda Sinfónica Portuguesa, entre outras.

Foi dirigido por maestros prestigiados como Álvaro Cassuto, Pe. António Ferreira dos Santos, António Vassalo Lourenço, Artur Cardoso, Cesário Costa, Fernando Marinho, Filipe Veríssimo, Johannes Skudlik, Jorge Matta, Martin Lutz, Osvaldo Ferreira, Ricardo Tacuchian, Kateryna Nikolenko, entre outros.

Entre os momentos mais marcantes da sua história: em 2010, o CPL integrou o coro da Eucaristia presidida por Sua Santidade o Papa Bento XVI, na cidade do Porto, sob a direção de Eugénio Amorim; em 2023, foi convidado, como coro favorito, a participar na Missa das Pré-jornadas Mundiais da Juventude da Diocese do Porto, presidida por Dom Manuel Linda.

O seu repertório é vasto e inclui algumas das mais emblemáticas obras corais-sinfónicas:

  • Johann Sebastian Bach (1685-1750): Quatro Missas Luteranas, Paixão segundo São João, Magnificat, Oratória de Natal
  • Antonio Vivaldi (1678-1741): Magnificat e Gloria
  • Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Todas as Missas, incluindo a “Grande Missa” em Dó menor e o Requiem
  • Antonín Dvořák (1841-1904): Missa em Ré Maior
  • Giacomo Puccini (1858-1924): Missa de Gloria
  • Franz von Suppé (1819-1895), Gabriel Fauré (1845-1924), Maurice Duruflé (1902-1986), Giuseppe Verdi (1813-1901): Requiem
  • Camille Saint-Saëns (1835-1921): Oratória de Natal
  • Gustav Holst (1874-1934): Os Planetas
  • Gustav Mahler (1860-1911): 2.ª Sinfonia
  • Johannes Brahms (1833 - 1897): Ein deutsches Requiem
  • Domingos Bomtempo (1775 - 1842): Requiem ''À Memória de Camões''
  • Gioachino Rossini (1792 – 1868): O Barbeiro de Sevilha

O CPL tem também no seu currículo a estreia mundial de diversas obras, como:

  • Paixão segundo São João, Magnificat e o poema coral-sinfónico Portugal, do Pe. António Ferreira dos Santos (1936)
  • Missa Brevis in Honorem Beatissimae Virginis Mariae, do compositor brasileiro Fernando Cupertino (1959)
  • Cantata de Natal, de Jorge Prendas (1968)

Atualmente, o Coro Polifónico da Lapa é constituído por 65 elementos, ensaia duas vezes por semana e assegura, desde a sua fundação, o serviço litúrgico musical da Missa Dominical do meio-dia, na Igreja da Lapa, no Porto.

Desde o ano 2002, é dirigido pelo Mestre Capela Filipe Veríssimo.

Retalhos da História

Monumental Órgão de Tubos

A Igreja da Lapa abriga um tesouro musical inigualável: um monumental órgão de tubos. Erguendo-se com imponência e grandiosidade, este instrumento musical é uma verdadeira obra-prima, não apenas em termos de tamanho e complexidade, mas também na sua capacidade de inspirar e emocionar os...

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O Coro Polifónico da Lapa

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Mais do que Música: o que Construímos Juntos

09-05-2026

Há caminhos que se percorrem com os pés.
E há outros que só se atravessam com alma, coragem e entrega absoluta.

Entre Março e Maio, vivemos uma dessas travessias raras.
Sete concertos. Cinco cidades. Quatro programas distintos. Dois meses de intensidade humana e artística que dificilmente cabem em números mas que ficarão para sempre inscritos na memória de quem os viveu.

Começámos a 14 de Março, na Igreja da Lapa, onde o Nulla in mundo pax sincera, o Magnificat e o Gloria de Antonio Vivaldi abriram este percurso com luz, fé e esperança.

Dias depois, a 17 de Março, a imponência da Casa da Música recebeu a monumental 2.ª Sinfonia de Gustav Mahler, uma obra que exige tudo: técnica, resistência, vulnerabilidade e verdade. E tudo foi dado.

Março terminou e Abril abriu sob a sombra luminosa do Requiem de Wolfgang Amadeus Mozart:
na Casa das Artes de Famalicão,
na Igreja Matriz de São Pedro da Cova,
e novamente na Igreja da Lapa.

Três apresentações. Três encontros diferentes com a mesma eternidade.
Três noites onde a música se tornou silêncio interior, memória e transcendência.

E então Maio trouxe a força telúrica de Carmina Burana, de Carl Orff:
a 7 de Maio no Europarque
e hoje, 9 de Maio, no Teatro Municipal da Guarda.

Mas, pelo meio desta verdadeira maratona artística, houve ainda o compromisso contínuo e silencioso das celebrações dominicais do meio-dia na Igreja da Lapa, momentos menos visíveis, talvez, mas igualmente fundamentais na nossa missão musical e humana.
Com especial emoção, permanecem na memória as celebrações do Domingo da Ressurreição e da Festa de Nossa Senhora da Lapa, vividas com particular intensidade, fé e comunhão.

Mais de 5000 ouvintes cruzaram connosco este caminho.
Mais de 5000 pessoas testemunharam algo que ultrapassa partituras, ensaios, palcos ou aplausos. Porque a verdadeira dimensão deste feito não está apenas na exigência artística alcançada, mas na humanidade que a tornou possível.

Cada músico, cada cantor, cada maestro, cada técnico, cada colaborador, cada pessoa que esteve nos bastidores ou na plateia ajudou a construir algo maior do que um ciclo de concertos: construiu comunidade, memória e sentido.

Foi cansativo. Foi exigente. Por vezes, quase impossível.
Mas a música, quando é feita com verdade, tem esta capacidade extraordinária de unir vontades, superar limites e transformar esforço em beleza.

A todos os que fizeram parte desta caminhada:
obrigado pela disciplina nos dias difíceis, pela generosidade nos momentos decisivos, pela confiança mútua, pela amizade, pela entrega e pela coragem de acreditar que era possível.

O que alcançámos pertence agora à memória destes lugares, destas cidades e destas pessoas.
Mas pertence, acima de tudo, a todos aqueles que ousaram sonhar em conjunto.

E isso ficará muito depois do último acorde se extinguir.

Filipe Veríssimo


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Ser comunidade… Ser Lapa!

07-05-2026

Há coisas que só fazem sentido quando são vividas em conjunto. A comunidade é uma delas.

Na Lapa, aprendemos que pertencer é mais do que estar presente. É cuidar, participar, servir e caminhar lado a lado. É reconhecer que a fé ganha vida no encontro com os outros e que os pequenos gestos, quando feitos com amor, têm um valor imenso.

Ser CPL é precisamente viver esse espírito de proximidade e comunhão. É sentir que cada voz, cada presença e cada contributo ajudam a construir algo maior do que nós próprios. Não somos apenas um coro; somos pessoas unidas pela fé, pela amizade e pela vontade de servir a nossa comunidade.

Foi com esse sentimento que o CPL assumiu a ornamentação do altar de Santo António durante a Festa de Nossa Senhora da Lapa. Mais do que preparar um espaço, foi uma forma simples e sincera de retribuir o carinho com que a comunidade nos acolhe ao longo do ano.

Esta experiência aproximou-nos ainda mais, fortaleceu os nossos laços e recordou-nos da beleza de fazer caminho juntos. Porque, no fim, ser comunidade é isso mesmo: estar disponível, partilhar e construir, uns com os outros, uma casa onde todos se sintam pertencentes.

Ser comunidade é ser Lapa. ❤️


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Tradicional Concerto de Natal na Lapa

20-12-2025

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.

A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.

O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.

O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.

O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.

A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.


Foto de Capa: @pedro.couto


Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa


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