
Marcos Rosa, natural de Vitória, Espírito Santo, Brasil, iniciou os seus estudos musicais aos sete anos de idade, integrando coros infantis onde desenvolveu a sua formação vocal. Aos dezasseis anos ingressou no Coral Maria Penedo, da então Escola Técnica Federal do Espírito Santo, passando a atuar como tenor e destacando-se como solista em apresentações realizadas em diversos estados brasileiros.
Aos dezoito anos iniciou os estudos de canto com o professor Heraldo Silva Filho, aprofundando a sua formação no canto lírico. Posteriormente, foi membro fundador da Associação Coro de Câmara de Vitória, onde estudou com o maestro e cantor Cláudio Modesto. Nesse período participou, como solista, em importantes produções corais e sinfónicas, colaborando com a Orquestra Sinfónica do Espírito Santo e a Camerata SESI do Espírito Santo.
No seu repertório destacam-se obras como o Requiem e a Missa da Coroação de Wolfgang Amadeus Mozart, o Magnificat de Johann Sebastian Bach, o Messiah de Georg Friedrich Handel, o Requiem de Giuseppe Verdi e Carmina Burana de Carl Orff.
Como solista convidado da Orquestra Sinfónica do Espírito Santo, participou em diversas produções operáticas, entre as quais O Guarani de Carlos Gomes, Il Combattimento di Tancredi e Clorinda de Claudio Monteverdi, Madama Butterfly de Giacomo Puccini, O Barbeiro de Sevilha de Gioachino Rossini, Rigoletto de Giuseppe Verdi e Così fan tutte de Wolfgang Amadeus Mozart.
Atualmente reside no Porto, Portugal, onde desenvolve intensa atividade coral. Integra regularmente o elenco de reforço vocal do Coro Casa da Música, participando em obras de referência do repertório sinfónico-coral, entre as quais Carmina Burana, Ein deutsches Requiem de Johannes Brahms, o Requiem de Verdi, o Requiem de Mozart e o Te Deum de Anton Bruckner. Paralelamente à sua atividade como cantor, dedica-se também à composição musical.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa