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Paula Morna Dória

Mezzo-soprano

Paula Morna Dória foi discípula em Portugal de Fernanda Correia e José de Oliveira Lopes, tendo obtido o Bacharelato em Música na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (1995) com a média geral de curso de 15 valores.

É licenciada em Filosofia (quatro anos) com estágio integrado (dois anos) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1991) com a média final de curso de 14 valores (bom).

É Mestre em Música (Vocal Performance) pela Indiana University School of Music de Bloomington (1998) com a média final de curso de 18 valores, onde trabalhou sob a orientação de Virginia Zeani e Klara Barlow. Obteve o reconhecimento deste grau académico pela Universidade de Aveiro em 2003, bem como a equivalência da média final de curso pela Comissão Fulbright.

É, desde Dezembro de 2011, Doutorada em Artes Musicais (Doctor of Musical Arts – Vocal Performance) pela Rutgers University de Nova Jérsia com 19 valores, tendo sido bolseira para a obtenção deste grau da Fundação para a Ciência e Tecnologia – Programa Praxis XXI. Em Abril de 2004, defendeu com a mais alta classificação a sua tese de doutoramento subordinada ao tema “Berlioz e Les nuits d’été: aspectos de recepção e estética”. Tem o seu Doutoramento registado em Portugal através da Universidade de Évora desde Março de 2012.

Para além de ter leccionado a disciplina de Filosofia no ensino público e privado como professora profissionalizada desde 1991, leccionou a disciplina de Canto (Academia de Música de Espinho) e Formação Musical (Escola de Música da Póvoa de Varzim) e integrou o corpo docente da Rutgers University como professora de Canto do Rutgers Community Music Program (USA), enquanto frequentava a parte curricular do seu Doutoramento em Música (Vocal Performance).

Pertenceu às organizações norte-americanas The College Music Society, Opera America, Indiana University Alumni Association e Professional Women Singers Association of New York (após prestação de provas públicas), bem como à Associação Guilhermina Suggia.

Vocal e artisticamente, recebeu, na Europa e nos EUA, ensinamentos de Rudolph Knoll, Marimi del Pozo, Vera Rozca, Jerome Hines, Bonnie Hamilton, Michael Warren, Barbara Dever, Nova Thomas, Charles Reicker, Enza Ferrari, Nico Castel, Velia Botti, Bianca Maria Casoni, João Lourenço e João Paulo Santos.

Gravou como solista a estreia nacional da obra Via Crucis de Liszt para a RTP (1988) e para o mercado discográfico nacional obras de Jorge Peixinho e Lopes-Graça dirigidas por Mário Mateus com o Coro do Conservatório Regional de Gaia (Numérica editora – 1995). Com este mesmo agrupamento, deslocou-se a Manheim e Heidelberg, cantando os papéis de Bruxa e Segunda Dama na ópera Dido e Aeneas de Purcell.

Em Portugal, cantou como contralto solista as obras Magnificat de Rodrigues Esteves, Missa Brevis RV194, Vesperae di Domenica K321, Missa da Coroação e Requiem de Mozart, Messias de Haendel, Jubilate Deo de Purcell (também em Paris sob a regência de Kamen Goleminov), Magnificat de Bach, Gloria e Stabat Mater de Vivaldi, Stabat Mater de Dvorak e Requiem de Bomtempo.

Pertenceu ao Coro de Câmara da Cidade do Porto, dirigido pelo Cónego Ferreira dos Santos, cantando no Mosteiro dos Jerónimos.

Na temporada de 1997/98, Paula Morna Dória interpretou os papéis de Carmen na Carmen de Bizet, Venus no Tanhauser de Wagner, Madame Larina em Eugene Onegin de Tchaikovsky e Madre Abadessa na ópera O Diálogo das Carmelitas de Poulenc no Indiana Opera Theater em Bloomington. Foi ainda finalista do concurso Search for a Star – Indianápolis, interpretando árias de ópera com a Orquestra Sinfónica de Indianápolis sob a regência de Marvin Hamlisch, presidente do júri deste Concurso. Com o Círculo Portuense de Ópera (CPO) e no Coliseu do Porto, cantou Mercedes na Carmen sob a direção do Maestro Ivo Cruz, bem como os papéis de La Chatte, Le Patre e L’Écureil em L’Enfant et les Sortiléges de Ravel no Teatro Nacional de S. João, integrada no Festival Internacional de Marionetas do Porto.

Na temporada de 1999/2000, cantou sob a regência de Jessie Levine o contralto solo na 9ª Sinfonia de Beethoven, o papel principal de Carmen para a Rutgers Opera Company sob a regência de Richard Clark e, como artista residente da Dicapo Opera Company de Nova Iorque Inez em Il Trovatore de Verdi para a Nacional Lyric Opera, em digressão pela costa leste dos EUA em Novembro de 2000. Outros compromissos incluíram o contralto solo no Elias de Mendelssohn apresentado no CAMI Hall em Nova Iorque sob a direção de Frederick Ford, Marcellina em As Bodas de Fígaro com a Rutgers Opera Company sob a direção de Richard Clark e a sua estreia no Teatro Nacional de S. Carlos com Mercedes em Carmen sob a direção de Frédérique Chaslin e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Em 2001, foi convidada pelo TNSC para cantar o papel de Madre na ópera Divara de Azio Corghi e o de Estalajadeira em Boris Godunov e apresentou-se em Abril desse ano no Avery Fisher Hall/Lincoln Center de Nova Iorque, cantando o contralto solo na Fantasia Coral e 9ª Sinfonia de Beethoven sob a regência de Richard Clark.

Em 2002 apresentou em estreia mundial o papel de Joana na ópera A Demolição, de Fernando Lapa, Carlos Azevedo e Carlos Guedes para a Casa da Música/Porto 2001 (cantada e apresentada nas fundações deste casa de espetáculos), sendo citada numa obra escrita sobre este processo (Teatro e Comunidade) que incluiu a participação da população da freguesia de Aldoar. Ainda nesse ano, cantou Meg Page em As Alegres Comadres de Windsor com a Rutgers Opera Company e, no Teatro Nacional de São Carlos, o papel de Ricarda na obra de Frederico de Freitas A Igreja do Mar, sob a direção de João Paulo Santos.

Em 2003, foi vencedora do Bellini International Vocal Competition («Best Chamber Music Singer»), em Itália (Ragusa), fazendo o seu debut no Carnegie Weill Hall de Nova Iorque em 2004 em virtude deste prémio.

Em 2004, cantou Mercedes na Carmen com a Companhia Portuguesa de Ópera e Orquestra do Norte em Óbidos e o contralto solo na Missa da Coroação de Mozart na Sé de Braga. Em Chicago, cantou como solista em duas galas de ópera com a Chicago Opera Orchestra e participou igualmente em diversos simpósios e workshops relacionados com Técnica Vocal sob a orientação de Velia Botti.

Em 2005 apresentou-se como solista com a Orquestra do Algarve, cantando o Stabat Mater de Vivaldi para contralto solista em dois concertos diferentes, bem como árias do Messias de Haendel e atuou também como solista com o Coro Feminino da TNSC na Biblioteca da Presidência da República sob a direção do maestro Giovanni Andreoli, aquando do lançamento do livro «Cidadania e Construção Europeia».

Cantou o papel de Emília no Otello de Verdi na temporada de 2005/2006 do Teatro Nacional de S. Carlos, o contralto solista no Stabat Mater de Pergolesi com a Orquestra Sinfónica Portuguesa integrada no Ciclo “A Música na Europa” que teve lugar no mesmo Teatro (Salão Nobre) e ainda o contralto solista no Messias de Häendel com a Orquestra Filarmonia das Beiras sob a direção de Vassalo Lourenço em Aveiro, Lisboa (Igreja de Santa Catarina) e Torre de Moncorvo.

Em 2006, foi solista, enquanto contralto, na Missa da Coroação de Mozart no Teatro Nacional de São Carlos, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Thomas Netopil. Integrou ainda o elenco da ópera O Nariz de Shostakovitch, cantando os papéis de Velha Senhora e Madame Podtotchina no mês de Julho no mesmo Teatro sob a direção de Donato Renzetti e João Paulo Santos e encenação de João Lourenço.

Deslocou-se a França a convite do maestro Fernando Eldoro da Fundação Gulbenkian e cantou a parte do contralto solista na obra Petite Messe Solennelle de Rossini integrada no Festival de Música Autre Provence (Grignan).

Cantou também como solista com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras em Setembro/Outubro obras de Barber (Dover Beach) e Respighi (Il Tramonto) e na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra obras de Haydn e Mozart com o pianista Francisco Monteiro, integrada no colóquio «Cultura e Comunicação Social» que aí decorreu em Novembro.

Em 2007 cantou o papel de Zulma na ópera L’Italiana in Algeri de Rossini no Teatro Nacional de São Carlos em Maio e o contralto solista no Requiem de Bomtempo com a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção de Álvaro Cassuto, respectivamente no Teatro das Figuras em Faro e na Aula Magna da Universidade de Lisboa.

Participou na conferência mundial sobre Performance Breath que teve lugar na Royal Academy of Dramatic Arts de Londres, efectuando numerosos workshops ligados à voz para atores com Kirsten Linklater, Barbara Houseman e Catherine Fitzmaurice, entre outros.

Em 2008, foi solista na obra Serenade to Music de V. Williams com a Orquestra Sinfónica Portuguesa no Centro Cultural de Belém (Fevereiro) e cantou ainda o contralto solista no Stabat Mater de Pergolesi com as Cordas da Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção de Christian Scholl na Basílica da Estrela e Mosteiro de Arouca (Março), ao lado de Ana Quintans. Em Maio, cantou o papel de Madame Larina na opera Eugene Onegin de Tchaikovsky em versão concerto com a Orquestra e Coro Gulbenkian sob a direção de Lawrence Foster e repetiu o Requiem de Bontempo com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, em Junho, no Bombarral e em Vimioso sob a direção de João Paulo Santos.

Participou ainda no II Congresso de Arte, Cérebro e Linguagens que decorreu na Casa da Música em Setembro (11 e 12), sob a organização do Departamento de Psicolinguística da Universidade Nova de Lisboa. Em Novembro, repetiu o papel de Zulma na L’Italiana in Algeri de Rossini no CAE da Figueira da Foz numa produção do TNSC e preparou ainda o papel de Cunhada na estreia mundial da ópera de António Pinho Vargas Outro Fim, que teve lugar na Culturgest em Dezembro de 2008 com encenação de André e. Teodósio e Vasco Araújo.

Em 2010, cantou árias de ópera como solista com a Orquestra de Cascais e Oeiras em concertos que tiveram lugar em Carcavelos e Oeiras. Foi convidada para atuar com a Orquestra Filarmonia das Beiras sob a direção de Vassalo Lourenço, cantando em Óbidos e na Universidade de Aveiro o contralto solista no Stabat Mater de Dvorak.

Em 2011, cantou o contralto solista do Requiem de Mozart com a Orquestra e Coro da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo. Participou igualmente no Curso de nível I de Estill Method no Teatro da Garagem em Lisboa, curso este ministrado por Viv Manning.

Em 2012 deslocou-se a Londres para frequentar um workshop de Canto e Voz para atores na Royal Academy of the Dramatic Arts em 2011 com Gillyane Kayes e Jeremy Fischer.

Em Julho desse ano, atuou no ciclo operático de seis Concertos de Fogo do Teatro Ibérico, em Lisboa, sob a direção artística de Laureano Carreira, com os cantores Ana Paula Russo, Ana Ester Neves, Carlos Guilherme, Frederico Félix e Jorge Martins.

Em Outubro, cantou o papel de Giulia na ópera de Alfredo Keil Irene, que teve lugar no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos sob a direção do Maestro João Paulo Santos.

Nesse mesmo ano ingressou num segundo Doutoramento na Universidade de Lisboa sobre Voz, Linguagem e Comunicação, numa parceria entre a Faculdade de Medicina do Hospital de Santa Maria e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Em Abril de 2013, participou no Concerto de encerramento do festival Os Dias da Música, sob a direção de Rui Pinheiro, cantando o mezzo solista na obra Sonho de uma Noite de Verão de Mendelssohn, com a Sinfónica Portuguesa e Coro do Teatro Nacional de São Carlos e em Outubro, também como solista em duas galas de ópera dedicadas a Verdi no Teatro Gil Vicente em Cascais.

Participou no Congresso “Music, Brain and Wagner”, que teve lugar na Universidade Nova de Lisboa.

Em 2014, cantou como solista numa gala de homenagem à grande mezzo-soprano italiana Fiorenza Cossotto no Teatro Municipal de Almeirim, com a presença da mesma e foi júri em provas de Doutoramento em Performance – Canto de Isabel Alcobia na Universidade de Aveiro em Dezembro desse ano.

Em 2015 cantou o contralto solista na obra Stabat Mater de Pergolesi com as Cordas da Orquestra Sinfónica Portuguesa na Igreja de Santa Maria em Santarém, sob a direção de Samuel Barsegian e celebrando os 600 anos da Tomada de Ceuta. Foi ainda principal arguente em provas de Especialista em Voz de Elsa Pereira Braga na Escola Superior de Teatro e Cinema do IPL em Julho. Cantou igualmente uma Gala de Natal no Cine-Teatro de Almeirim nesse mesmo ano.

Em 2016 cantou o papel da Mulher da Sombra na nova ópera de Jorge Salgueiro O Circo do Mágico Eli Elias com libreto de Gonçalo M. Tavares e encenação de João Brites, em nove espectáculos que tiveram lugar na Casa da Música no Porto e no Coliseu dos Recreios em Lisboa, respectivamente.

Exerceu funções de Professora Auxiliar no Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Évora, onde leccionou desde Outubro de 2006 até Setembro de 2017, tendo sido docente de cadeiras como Voz e Canto (I, II, III, IV), bem como Oficina de Formação Vocal (I e II), Expressão e Criatividade Artística (Pedagogia), Voz, Canto e Expressão (Mestrado), Voz e Dicção (Mestrado), Técnicas Vocais (Mestrado) e atualmente Voz I e Voz II, Laboratório Vocal, Treino Vocal, Projeto de Dramaturgia Portuguesa e Projeto Experimental de Teatro na vertente Voz.

Assumiu diversos cargos de gestão na Universidade de Évora, tendo sido adjunta da Direção do Departamento de Artes Cénicas em 2007-2008 e fazendo igualmente parte da Comissão de Curso do 1º ciclo (Licenciatura) nessa época. Foi também adjunta da Direção do Departamento de Artes Cénicas entre 2012-2014, exerceu os cargos de Presidente do Conselho Pedagógico da Escola de Artes, membro do Conselho de Avaliação da Universidade de Évora e membro da Assembleia de Escola de Artes. Foi membro do Conselho de Departamento de Artes Cénicas desde 2007, integrando ainda a Comissão de Licenciatura em Teatro do Departamento de Artes Cénicas, bem como a Assembleia de Escola da Escola de Artes.

De 2016 a 2017 tentou desenvolver uma linha de investigação sobre Voz em Performance no Centro de Investigação em Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CET), estando envolvida na Comissão Científica e Comissão de Organização do Colóquio “A voz em Palco”.

Em 2017, foi ainda convidada para orientar vários relatórios finais de Mestrado em Ensino da Música (em diversos instrumentos) no ISEIT, Instituto Piaget de Almada, tendo os seus seis orientandos concluído os seus Mestrados com as mais elevadas classificações.

Em 2018 cantou o papel de Segunda Criada na ópera Elektra de Strauss em três espectáculos no Centro Cultural de Belém, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e direcção de Leo Hussein, a convite do Teatro Nacional de São Carlos.

Em 2020, deu um recital em Paris com a pianista Helena Vasques, no auditório da Maison de Portugal André de Gouveia e ainda em Lisboa, no Palácio Fronteira, bem como com o pianista Alexey Shakitko e a clarinetista Esther Georgie.

Foi admitida na Especialização em Ciências da Voz, Canto e Fala da Universidade de Coimbra.

Continua a desenvolver o seu trabalho vocal e artístico com o maestro Enrique Ricci.



03-04-2026 Requiem de Mozart
01-04-2026 Requiem de Mozart
29-03-2026 Requiem de Mozart
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Falecimento do Maestro Álvaro Cassuto

07-04-2026

O Coro Polifónico da Lapa manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do Maestro Álvaro Cassuto, figura ímpar da música portuguesa, cuja dedicação, sensibilidade e elevação artística marcaram de forma indelével todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar e trabalhar.

Em 2006, o Coro Polifónico da Lapa teve a honra e o privilégio de colaborar com o Maestro Álvaro Cassuto na apresentação do Requiem de Mozart, em dois concertos memoráveis realizados no Coliseu do Porto e na Igreja de São Domingos, em Lisboa, com o acompanhamento da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento do compositor. Essa experiência constituiu um momento de excecional grandeza artística e humana, deixando uma marca inolvidável na história e na vida do nosso coro.

Na sequência dessa colaboração, fomos profundamente tocados pelas palavras que o Maestro dirigiu ao nosso fundador, Cónego Ferreira dos Santos, e a todos os elementos do coro:

"9 de abril de 2006

Meu caro Cónego Ferreira dos Santos,

Não encontro palavras para exprimir a profunda emoção com que escrevo estas linhas!
Não só a qualidade vocal e o profissionalismo do seu magnífico Coro Polifónico, acima de tudo o calor humano que nele se reune e me inspiram, contribuíram para me convencer que o Paraíso não é só um anseio de todo o Ser Humano, mas uma realidade possível no nosso pequeno planeta!
Desde já quero dizer-lhe que tudo farei para voltar a colaborar com o seu Coro. Será não só numa honra, mas acima de tudo um anseio que espero se realize quanto antes!
Entretanto, peço que aceite um forte abraço do seu Amigo e grande Admirador

Álvaro Cassuto

Meus caros Membros do Coro Polifónico da Lapa,
Como já tive a oportunidade de dizer ao vosso talentoso Maestro Filipe Veríssimo, a vossa dedicação, qualidade vocal e, acima de tudo, calor humano, inspiraram-me muito além do que as prosaicas palavras que sei usar conseguem exprimir!
Colaborar convosco foi elevação espiritual e emotiva que me marcou profundamente. Senti-me transportado para um Mundo transcendental a que todos aspiramos e que nos parece inatingível no nosso quotidiano.
Bem-hajam! Deixaram comigo o anseio de voltar a colaborar convosco, que espero se concretize muito em breve!
Entretanto, aceitem os mais efusivos abraços do vosso,

Álvaro Cassuto"

Pouco tempo depois, o Coro foi convidado pelo Maestro para realizar concertos no Algarve, com o Requiem de Domingos Bomtempo, acompanhado pela Orquestra do Algarve. Por motivos de agenda, tal colaboração não se veio a concretizar. Ainda assim, permaneceram para sempre a amizade, o respeito e a estima mútuos. Sempre que o Maestro se deslocava ao norte para dirigir, os elementos do coro faziam questão de marcar presença, como sinal de admiração e reconhecimento.

Neste momento de profunda tristeza, em que fomos surpreendidos pela notícia do seu falecimento, pouco tempo após a realização de três concertos com Requiem de Mozart, não podemos deixar de expressar a nossa mais sincera gratidão por tudo quanto nos deu e pelo inestimável contributo que prestou à música portuguesa.

À família do Maestro Álvaro Cassuto, endereçamos as nossas mais sentidas condolências, associando-nos à sua dor e prestando homenagem à memória de um Homem e de um Músico que jamais será esquecido.


Filipe Veríssimo
FIOMS - Festival Internacional de Órgão e Música Sacra da Área Metropolitana e Diocese do Porto
Founder & Artistic Director
+351916036057

www.fioms.pt


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Mahler no 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa

25-03-2026

O concerto comemorativo do 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa, realizado a 17 de março na Casa da Música, teve como eixo central a Sinfonia n.º 2 “Ressurreição” de Gustav Mahler, retomando uma obra já marcante em 2024.

Sob a direção de Osvaldo Ferreira, o concerto evidenciou a maturidade artística da orquestra e a sua capacidade de renovar uma partitura de elevada exigência, afirmando-se como um dos momentos mais relevantes da temporada.

As solistas Bárbara Barradas e Cátia Moreso destacaram-se pela sensibilidade e solidez técnica, conduzindo os momentos mais introspectivos da obra, sobretudo no final de grande intensidade.

O Coro Polifónico da Lapa, dirigido por Filipe Veríssimo, e o coro da Academia de Música de Paços de Brandão, sob orientação de Catarina Marinheiro, revelaram coesão e expressividade determinantes para o impacto do desfecho.

Este concerto integra um percurso iniciado em 2024, quando a sinfonia foi apresentada em vários palcos nacionais, consolidando-se como uma experiência musical de forte impacto emocional e escala monumental.

Em 2026, a “Ressurreição” assume um caráter celebrativo, assinalando não só a década da orquestra, mas também o poder transformador da música, numa interpretação renovada que reafirma a atualidade e profundidade da obra de Mahler.


Foto de Capa: @nunoseabra_


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Tradicional Concerto de Natal na Lapa

20-12-2025

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.

A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.

O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.

O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.

O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.

A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.


Foto de Capa: @pedro.couto


Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa


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