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Festa de Nossa Senhora da Lapa

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O Mensageiro  

Ângelo significa "mensageiro" ou "anjo". É um nome que carrega uma missão celestial. O Padre Ângelo Sequeira, fundador da instituição religiosa da Lapa, recebeu a inspiração de Nossa Senhora da Lapa, a quem foi devoto durante toda a vida, e dedicou-se pela palavra a chamar todos com quem se cruzava a partilharem da sua devoção. Alicerçou a primeira pedra de fé daquela que é hoje a Festa da Nossa Senhora da Lapa, festa em sua honra onde celebramos a sua presença nas nossas vidas, nos nossos corações, e o acolhimento, colo e orientação que nos dá sempre que a si recorremos.

A Tradição

A tradição desempenha um papel fundamental na formação da nossa identidade, ela conecta-nos às nossas raízes, cria um colo de pertencimento e vinca a marca de quem somos e de onde viemos, e como presente para as gerações futuras, as pessoas mantêm vivas as tradições na Igreja da Lapa. Pelas suas modestas e ricas mãos é adornado o altar e todo o edifício sagrado, com as mais delicadas flores. Entram em missão pelos imponentes portais para o sagrado, e perfumam os quatro cantos com a dedicação com que veneram. Quando contemplamos as flores, contemplamos a beleza do amor dos devotos, que oferecem a flor como símbolo da sua entrega de oração e amor. Sempre que da boca do homem é proferida a verdade, são duas vozes que falam, a do homem e a de Deus. A flor representa a estima, o amor, a nossa verdade e o fruto que sobrevirá. Ao oferecermos uma flor, entregamos a nossa alma à Nossa Senhora da Lapa.

A Música

Nossa Senhora da Lapa extravasa o edifício, está nas ruas, na alegria da partilha do pão, seja em forma de farturas quentes e doces, seja em forma de sorrisos generosos que alimentam a alma. A mesa está posta, a comunhão está servida. A música surge neste contexto de entrega e oração. Na Festa onde a comunidade está envolta no manto adornado da Senhora da Lapa que apura todos os sentidos para que todos sintam a sua alma elevada. Aos cânticos tradicionais do Padre Ferreira dos Santos, juntaram-se outros , desta vez, Bruckner com uma sonoridade transcendente na Missa Solene com "Ave Maria" e "Tolta Puchra es", que teve como intérpretes o Coro Polifónico da Lapa, Mariana Araújo, salmista, António Leitão da Silva, solista, Miguel Flecha no oboé, Tiago Ferreira no órgão e o Quinteto de metais e tímpanos da Lapa constituído por Rúben Castro e Flávio Pereira nos trompetes, Nuno Costa na trompa, Tiago Nunes no trombone, Romeu Silva na tuba e Jacob Oliveira nos tímpanos, com direção do Mestre-Capela Filipe Veríssimo. O Salmo com uma mensagem de apelo tão atual hoje, como foi ontem e como será amanhã "Escuta e inclina-te" e o tradicional Concerto Mariano que nos sublimou com obras de Bach, J. Clarke, Handel, J. Stanley, Purcell, C. Saint-Saëns, César Frank, e encerrou as festividades da forma mais graciosa na voz divina da Alexandra Quinta e Costa, no som embaixador do trompete de Rubén Castro e na sonoridade única do majestoso Orgão de Tubos pelas mãos resolutas de Filipe Veríssimo. O espírito da festa propaga-se pelos ecos da história, e tal como as frágeis flores cujo perfume se extingue no momento, o fruto que lhes sobrevirá, esse será sempre vida presente.

Vivyane Tavares

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Falecimento do Maestro Álvaro Cassuto


Mahler no 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa


SOMOS 100 - SOMOS CORO POLIFÓNICO DA LAPA


Entoai Salmos - António Ferreira dos Santos


Notícias

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Falecimento do Maestro Álvaro Cassuto

07-04-2026

O Coro Polifónico da Lapa manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do Maestro Álvaro Cassuto, figura ímpar da música portuguesa, cuja dedicação, sensibilidade e elevação artística marcaram de forma indelével todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar e trabalhar.

Em 2006, o Coro Polifónico da Lapa teve a honra e o privilégio de colaborar com o Maestro Álvaro Cassuto na apresentação do Requiem de Mozart, em dois concertos memoráveis realizados no Coliseu do Porto e na Igreja de São Domingos, em Lisboa, com o acompanhamento da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento do compositor. Essa experiência constituiu um momento de excecional grandeza artística e humana, deixando uma marca inolvidável na história e na vida do nosso coro.

Na sequência dessa colaboração, fomos profundamente tocados pelas palavras que o Maestro dirigiu ao nosso fundador, Cónego Ferreira dos Santos, e a todos os elementos do coro:

"9 de abril de 2006

Meu caro Cónego Ferreira dos Santos,

Não encontro palavras para exprimir a profunda emoção com que escrevo estas linhas!
Não só a qualidade vocal e o profissionalismo do seu magnífico Coro Polifónico, acima de tudo o calor humano que nele se reune e me inspiram, contribuíram para me convencer que o Paraíso não é só um anseio de todo o Ser Humano, mas uma realidade possível no nosso pequeno planeta!
Desde já quero dizer-lhe que tudo farei para voltar a colaborar com o seu Coro. Será não só numa honra, mas acima de tudo um anseio que espero se realize quanto antes!
Entretanto, peço que aceite um forte abraço do seu Amigo e grande Admirador

Álvaro Cassuto

Meus caros Membros do Coro Polifónico da Lapa,
Como já tive a oportunidade de dizer ao vosso talentoso Maestro Filipe Veríssimo, a vossa dedicação, qualidade vocal e, acima de tudo, calor humano, inspiraram-me muito além do que as prosaicas palavras que sei usar conseguem exprimir!
Colaborar convosco foi elevação espiritual e emotiva que me marcou profundamente. Senti-me transportado para um Mundo transcendental a que todos aspiramos e que nos parece inatingível no nosso quotidiano.
Bem-hajam! Deixaram comigo o anseio de voltar a colaborar convosco, que espero se concretize muito em breve!
Entretanto, aceitem os mais efusivos abraços do vosso,

Álvaro Cassuto"

Pouco tempo depois, o Coro foi convidado pelo Maestro para realizar concertos no Algarve, com o Requiem de Domingos Bomtempo, acompanhado pela Orquestra do Algarve. Por motivos de agenda, tal colaboração não se veio a concretizar. Ainda assim, permaneceram para sempre a amizade, o respeito e a estima mútuos. Sempre que o Maestro se deslocava ao norte para dirigir, os elementos do coro faziam questão de marcar presença, como sinal de admiração e reconhecimento.

Neste momento de profunda tristeza, em que fomos surpreendidos pela notícia do seu falecimento, pouco tempo após a realização de três concertos com Requiem de Mozart, não podemos deixar de expressar a nossa mais sincera gratidão por tudo quanto nos deu e pelo inestimável contributo que prestou à música portuguesa.

À família do Maestro Álvaro Cassuto, endereçamos as nossas mais sentidas condolências, associando-nos à sua dor e prestando homenagem à memória de um Homem e de um Músico que jamais será esquecido.


Filipe Veríssimo
FIOMS - Festival Internacional de Órgão e Música Sacra da Área Metropolitana e Diocese do Porto
Founder & Artistic Director
+351916036057

www.fioms.pt


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Mahler no 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa

25-03-2026

O concerto comemorativo do 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa, realizado a 17 de março na Casa da Música, teve como eixo central a Sinfonia n.º 2 “Ressurreição” de Gustav Mahler, retomando uma obra já marcante em 2024.

Sob a direção de Osvaldo Ferreira, o concerto evidenciou a maturidade artística da orquestra e a sua capacidade de renovar uma partitura de elevada exigência, afirmando-se como um dos momentos mais relevantes da temporada.

As solistas Bárbara Barradas e Cátia Moreso destacaram-se pela sensibilidade e solidez técnica, conduzindo os momentos mais introspectivos da obra, sobretudo no final de grande intensidade.

O Coro Polifónico da Lapa, dirigido por Filipe Veríssimo, e o coro da Academia de Música de Paços de Brandão, sob orientação de Catarina Marinheiro, revelaram coesão e expressividade determinantes para o impacto do desfecho.

Este concerto integra um percurso iniciado em 2024, quando a sinfonia foi apresentada em vários palcos nacionais, consolidando-se como uma experiência musical de forte impacto emocional e escala monumental.

Em 2026, a “Ressurreição” assume um caráter celebrativo, assinalando não só a década da orquestra, mas também o poder transformador da música, numa interpretação renovada que reafirma a atualidade e profundidade da obra de Mahler.


Foto de Capa: @nunoseabra_


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Tradicional Concerto de Natal na Lapa

20-12-2025

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.

A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.

O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.

O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.

O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.

A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.


Foto de Capa: @pedro.couto


Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa


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