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Solenidade da Santíssima Trindade

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Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo.
A sua religião não tem valor algum!

(Tiago 1:26)

Hoje celebramos Deus.

Simples assim, celebramos Deus.

São Patrício explicava o mistério da Santíssima Trindade comparando com um trevo. Dizia que cada folha é diferente, mas as três formam o trevo. E o mesmo acontece com Deus, onde cada um de nós é Deus e formamos a Santíssima Trindade.

Em nome de Deus são feitas as obras mais belas, mais relevantes, mais humanas, mais corajosas, mais caridosas e mais bondosas.

Cristão que me lês, atenção! Também em nome de um deus, que não é o mesmo, são cometidas injustiças, crimes e atrocidades todos os dias.

Como reconhecer se o Homem fala em nome de Deus?

E quando digo Homem, digo a Rita, a Luísa, a Ana, Miguel, Simão, Filipe, Maria, Manuela, José, Jesus, Judas, porque todos temos nomes, todos devemos honrar em primeiro lugar o nosso nome. E só podemos honrar o nosso nome se formos dignos e honrarmos o nome do próximo.

Para reconhecermos se o Homem fala em nome de Deus, devemos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ler com o coração, o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz. Simples assim.

São Paulo na sua Carta aos Coríntios conduz-nos à resposta: o homem deverá deixar-se transfigurar através dos dons, das qualidades divinas, sobretudo através do amor, do perdão e do serviço.

O mistério da Trindade não pode ser deslindado, precisamente por ser… um mistério. Mas podemos senti-lo revelado em nós:

- Quando “fazemos o bem, sem olhar a quem”;

- Quando procuramos o Caminho dentro de nós e não nas vãs palavras dos outros;

- Quando escutamos a Deus e não às línguas sem valor, mesmo que se digam imbuídas da mais alta moralidade oca, vã e abjeta;

- Quando travamos as indignidades e inverdades que nos chegam aos ouvidos, mas a nossa boca não repete, porque escolhemos ser luz;

- Quando não julgamos o próximo, porque escolhemos ser justos;

- Quando escolhemos ser amor, perdão e serviço, escolhemos ser trinitários.

Deus convida a Igreja a ser e a viver à Sua imagem e semelhança, a ser e a viver em perfeita comunhão de amor. Eu aceito este convite com toda a humildade e força. E tu querido leitor? E tu? Vais ser soldado de Deus ou escravo do homem?

Liberta-te na Santíssima Trindade. Abraça o mistério e vem sentir a transcendência do majestoso Órgão de Tubos da Igreja da Lapa, tua Casa, nossa Casa e das nossas vozes em comunhão, as nossas vozes são vossas.

Todos juntos somos uma só Voz trinitária com Deus.

Atentemos nas sábias palavras do nosso Reitor Agostinho Pedroso, em 20 de setembro de 1984

“Será que a música ajuda a penetrar o mistério?

Podemos então dizer que a linguagem dos sons criada pelo homem torna-se um símbolo humano. Eis o serviço que a música presta à Palavra; e eis, também, a importância do cantar: uma frase que se deseja percebida e vivida; uma palavra-chave que se quer sublinhar; ou uma simples sílaba com a qual podemos jubilar, diríamos mesmo brincar (no sentido mais elevado do termo).

E a Liturgia tem necessidade deste elemento. (…)

Mas o canto tem ainda uma capacidade excecional de fazer comunidade. (…)

Não esqueçamos que tudo o que compõe o ambiente no qual se desenrola a celebração deverá levar o homem à abertura ao símbolo e daí à contemplação do mistério.”

Nas palavras do Reitor está a assunção do valor inestimável do trabalho prestado pelo Coro Polifónico da Lapa, desde 1998 até à data. Sempre a procurar elevar a comunidade à contemplação do mistério. E este é o dia! O dia da Solenidade da Santíssima Trindade.

Nas palavras do Reitor vive a consagração da importância da função do Mestre-Capela na liderança do Coro, nesta busca da elevação espiritual da comunidade, pois ainda afirma:

“Aprendamos a mover-nos dentro da complexidade dos elementos e categorias sociais, culturais, religiosas e musicais e estaremos a favorecer o aparecimento de assembleias mais lúcidas e completas, assembleias que serão o exemplo vivo de que «celebrar cantando» e tocando é estar mais próximo do mistério cristão vivido em cada celebração.”

Recentemente, o Reverendíssimo Bispo do Porto, D. Manuel Linda foi homenageado pelo Observatório Internacional de Direitos Humanos como “Embaixador da Paz, da Boa Vontade e da Tolerância”, uma distinção que atribuiu à “Igreja do Porto”, disse:

“Um reconhecimento de algo que não sou eu que faço, mas é a Igreja do Porto, que procura estar com atenção aos direitos das pessoas. ”(Ecclesia)

Esta atenção aos direitos das pessoas é a rede de segurança da nossa comunidade cristã. O saber que tudo será feito para repor a justiça na Igreja, independentemente, da justiça estar já a ser feita pela lei dos homens.

D. Manuel Linda afirma que a maledicência é "mais típica do diabo, que é mentiroso e pai da mentira, do que de cristãos que formam todos o mesmo corpo e que se alimentam do corpo e sangue do Senhor” e pede o fim da maledicência na Igreja. (Henrique Cunha, rádio renascença)

Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias.

(1 Pedro 3:16)

A maledicência atualmente é exponencialmente veiculada por pessoas da comunidade que podem sofrer dos mais variados síndromes, por exemplo, transtorno histriónico, mitomania ou só pura escuridão. A maledicência entra nas nossas casas pela porta sempre aberta da internet. Compete a cada um de nós expulsá-la das nossas vidas, dos nossos corações, da nossa comunidade cristã e viver a transcendência espiritual na Eucaristia, juntos.

"Não espalharás notícias falsas, nem darás a mão ao ímpio para seres testemunha de injustiça."

(Êxodo 23:1)

É como eu digo… simples assim.

Vivyane Tavares

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Falecimento do Maestro Álvaro Cassuto


Mahler no 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa


SOMOS 100 - SOMOS CORO POLIFÓNICO DA LAPA


Entoai Salmos - António Ferreira dos Santos


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Falecimento do Maestro Álvaro Cassuto

07-04-2026

O Coro Polifónico da Lapa manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do Maestro Álvaro Cassuto, figura ímpar da música portuguesa, cuja dedicação, sensibilidade e elevação artística marcaram de forma indelével todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar e trabalhar.

Em 2006, o Coro Polifónico da Lapa teve a honra e o privilégio de colaborar com o Maestro Álvaro Cassuto na apresentação do Requiem de Mozart, em dois concertos memoráveis realizados no Coliseu do Porto e na Igreja de São Domingos, em Lisboa, com o acompanhamento da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento do compositor. Essa experiência constituiu um momento de excecional grandeza artística e humana, deixando uma marca inolvidável na história e na vida do nosso coro.

Na sequência dessa colaboração, fomos profundamente tocados pelas palavras que o Maestro dirigiu ao nosso fundador, Cónego Ferreira dos Santos, e a todos os elementos do coro:

"9 de abril de 2006

Meu caro Cónego Ferreira dos Santos,

Não encontro palavras para exprimir a profunda emoção com que escrevo estas linhas!
Não só a qualidade vocal e o profissionalismo do seu magnífico Coro Polifónico, acima de tudo o calor humano que nele se reune e me inspiram, contribuíram para me convencer que o Paraíso não é só um anseio de todo o Ser Humano, mas uma realidade possível no nosso pequeno planeta!
Desde já quero dizer-lhe que tudo farei para voltar a colaborar com o seu Coro. Será não só numa honra, mas acima de tudo um anseio que espero se realize quanto antes!
Entretanto, peço que aceite um forte abraço do seu Amigo e grande Admirador

Álvaro Cassuto

Meus caros Membros do Coro Polifónico da Lapa,
Como já tive a oportunidade de dizer ao vosso talentoso Maestro Filipe Veríssimo, a vossa dedicação, qualidade vocal e, acima de tudo, calor humano, inspiraram-me muito além do que as prosaicas palavras que sei usar conseguem exprimir!
Colaborar convosco foi elevação espiritual e emotiva que me marcou profundamente. Senti-me transportado para um Mundo transcendental a que todos aspiramos e que nos parece inatingível no nosso quotidiano.
Bem-hajam! Deixaram comigo o anseio de voltar a colaborar convosco, que espero se concretize muito em breve!
Entretanto, aceitem os mais efusivos abraços do vosso,

Álvaro Cassuto"

Pouco tempo depois, o Coro foi convidado pelo Maestro para realizar concertos no Algarve, com o Requiem de Domingos Bomtempo, acompanhado pela Orquestra do Algarve. Por motivos de agenda, tal colaboração não se veio a concretizar. Ainda assim, permaneceram para sempre a amizade, o respeito e a estima mútuos. Sempre que o Maestro se deslocava ao norte para dirigir, os elementos do coro faziam questão de marcar presença, como sinal de admiração e reconhecimento.

Neste momento de profunda tristeza, em que fomos surpreendidos pela notícia do seu falecimento, pouco tempo após a realização de três concertos com Requiem de Mozart, não podemos deixar de expressar a nossa mais sincera gratidão por tudo quanto nos deu e pelo inestimável contributo que prestou à música portuguesa.

À família do Maestro Álvaro Cassuto, endereçamos as nossas mais sentidas condolências, associando-nos à sua dor e prestando homenagem à memória de um Homem e de um Músico que jamais será esquecido.


Filipe Veríssimo
FIOMS - Festival Internacional de Órgão e Música Sacra da Área Metropolitana e Diocese do Porto
Founder & Artistic Director
+351916036057

www.fioms.pt


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Mahler no 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa

25-03-2026

O concerto comemorativo do 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa, realizado a 17 de março na Casa da Música, teve como eixo central a Sinfonia n.º 2 “Ressurreição” de Gustav Mahler, retomando uma obra já marcante em 2024.

Sob a direção de Osvaldo Ferreira, o concerto evidenciou a maturidade artística da orquestra e a sua capacidade de renovar uma partitura de elevada exigência, afirmando-se como um dos momentos mais relevantes da temporada.

As solistas Bárbara Barradas e Cátia Moreso destacaram-se pela sensibilidade e solidez técnica, conduzindo os momentos mais introspectivos da obra, sobretudo no final de grande intensidade.

O Coro Polifónico da Lapa, dirigido por Filipe Veríssimo, e o coro da Academia de Música de Paços de Brandão, sob orientação de Catarina Marinheiro, revelaram coesão e expressividade determinantes para o impacto do desfecho.

Este concerto integra um percurso iniciado em 2024, quando a sinfonia foi apresentada em vários palcos nacionais, consolidando-se como uma experiência musical de forte impacto emocional e escala monumental.

Em 2026, a “Ressurreição” assume um caráter celebrativo, assinalando não só a década da orquestra, mas também o poder transformador da música, numa interpretação renovada que reafirma a atualidade e profundidade da obra de Mahler.


Foto de Capa: @nunoseabra_


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Tradicional Concerto de Natal na Lapa

20-12-2025

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.

A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.

O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.

O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.

O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.

A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.


Foto de Capa: @pedro.couto


Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa


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