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“Ações” de Cristo e da Igreja, onde se anuncia Cristo e a própria Igreja se anuncia (cf. Karl Rahner), os sacramentos prolongam e atualizam na história a obra salvífica de Cristo, refletindo cada um deles uma dimensão particular desse mistério.

O Batismo - o primeiro dos sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) – evoca os simbolismos da morte e purificação, bem como da regeneração e renovação: cancela os pecados e representa o novo nascimento no Espírito Santo. O neófito torna-se, assim, uma “nova criatura”, um filho adotivo de Deus, tornado participante da natureza divina; membro de Cristo e co-herdeiro com Ele; e templo do Espírito Santo. “Revestidos de Cristo”, os batizados veem impresso na alma um selo espiritual indelével da sua pertença a Ele, que os integra na sua Igreja e os consagra para o culto religioso cristão, capacitando-os e comprometendo-os a servir a Deus e a exercer o seu sacerdócio batismal, pelo testemunho de uma vida santa e de uma caridade eficaz.

O Batismo constitui-se, portanto, como participação no Mistério Pascal de Cristo (dimensão mistérico-cristológica); incorporação na Igreja (dimensão eclesial); início da vida nova no Espírito Santo (dimensão pneumatológico-escatológica), e compromisso com Deus e com o mundo: um compromisso de coerência com a realidade de fé em que Deus recria ou regenera (dimensão moral).

Rita Santos
Jornalista (CP 6370)
Mestranda em Ciências Religiosas

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A Igreja e o Cemitério da Lapa foram distinguidos com a atribuição do Selo "Rotas do Norte - Reconhecimento e Adesão de Bens Culturais a uma Rota de Património Cultural, Arte e Arquitetura Contemporâneas da Região Norte", projeto conjunto da CCDRN e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (ER-TPNP).

Esta distinção baseou-se no “reconhecimento do valor patrimonial e atratividade turística do Bem”, de que se realçam os valores históricos, artísticos e culturais deste conjunto patrimonial de exceção, classificado como Monumento de Interesse Público.

Deve-se sublinhar que o reconhecimento do extraordinário valor deste Monumento dual portuense está bem patente no conjunto das Rotas que passa a integrar: “Caminhos de Santiago a Norte”; “Escritores a Norte”; “Órgãos a Norte”; “Talhas, Azulejos e Frescos a Norte”; “Património Imaterial a Norte”e “Outras rotas de elevado interesse turístico”, dando bem conta da diversidade e pluralidade dos valores culturais que lhe estão associados.

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Deus, divino, Céu, transcendência … reportam-nos sempre para o Alto. Quando rezamos é sempre em movimento espiritual ascendente, mesmo que em reverência. Quando rogamos elevamos as mãos aos céus. Quando agradecemos, olhamos para cima. Como surgiu o Coro Alto? Qual a génese deste espaço, tantas vezes arquitetonicamente rico e singular?

Ao folhearmos livros sobre o tema, sobre história ou teses de doutoramento, percebemos logo que o caminho foi longo, complexo e difere consoante o país. Foi curioso descobrir que a origem do Coro Alto não tem um fundamento original ligado à música mas sim à hierarquia da Igreja e divisão do espaço para possibilitar a separação do colégio de sacerdotes ou monges do resto da igreja.

S. Domingos, no seu trabalho sobre “O sistema de coros nas sés portuguesas dos séculos XV e XVI” leva-nos a viajar pelas mais belas Sés ao longo da história nacional.

Durante a Primeira Idade Moderna, surgiu nas catedrais portuguesas, um modo ou sistema de dois coros específico e diferente de outros na Europa. Hoje chamado de sistema português, caracteriza-se pela existência simultânea de um Coro Baixo situado no presbitério e de um Coro Alto suspenso na retro fachada ocidental, não sendo este último uma tribuna para a música, mas um coro completo com funções partilhadas com o coro de baixo, atestando a relação entre arquitetura e liturgia nas catedrais portuguesas, ou seja, sobre a disposição do seu espaço interno e os usos das diversas partes da catedral.

E se o autor António Vasconcelos acredita que a necessidade de um Coro Alto surgiu dos ventos que se cruzavam e irrompiam pelas portas da igreja, tornando desagradável a permanência no Coro Baixo, talvez seja mais fácil acreditar que surgiu para distinguir hierarquicamente de modo mais claro as cerimónias que envolvem o bispo, daquelas que só mobilizam o cabido.

O Coro Alto era espaço reservado do cabido, estando entregues aos leigos, as naves da Igreja. A reforma dos sistemas de coro e do espaço interno das igrejas que decorreu no mundo cristão desde o século XV e culminou no Concílio de Trento não resultou em soluções espaciais ou litúrgicas uniformes em todas as regiões, e não resolveu a complicada relação visual entre coro, altar e fiéis.

Mas agora os espaços reorganizam-se e passa a haver um Altar Principal, onde decorre a celebração, e do Coro Alto recitam-se textos litúrgicos e servia para o coro, por vezes. No entanto, com a reforma litúrgica, os Coros Altos passaram a carecer de uso e muitos foram retirados, ficando perdida parte da história neste património evaporado. Os que permaneceram, e por força da evolução do papel da música na liturgia, passam a acolher grupos de cantores, ou seja, coros litúrgicos que fazem a ponte entre o clero e os fiéis que muitas vezes não dominavam o latim, ganhando o espaço caracterizado nos dias de hoje.

Se em tempos o Coro Alto assumia uma função de divisão, hoje a música que dele se projeta por toda a Igreja, tem uma função unificadora e elevatória da espiritualidade e da comunhão entre todos os cristãos. E não é de todo fácil descrever o que sente um cantor do Coro Polifónico da Lapa ao entrar no Coro Alto a cada Eucaristia. O Coro Alto é um espaço de culto harmonioso mas também uma obra de arte que apela aos sentidos dos crentes. A imponência do Monumental Órgão da Lapa que nos recebe depois de ajoelharmos perante o Altar e Nossa Senhora da Lapa.

O sentimento de missão e entrega de algo que não nos pertence, que é de todos, presente de Deus, a música … a oração cantada, a voz, a Fé inabalável que nos acomete naquele sítio elevado e iluminado pelo arco-íris dos vitrais, pelos raios de sol que irrompem das janelas, pelo brilho metálico dos tubos, pela visão única do Altar, da assembleia que preenche os espaços vazios, muitas vezes até aqueles que existem dentro de nós.

O "bom dia" entre as gentes que vivem a Palavra juntos semanalmente. A rede do companheirismo, a confiança de que seremos a nossa melhor versão na direção de excelência que sempre nos leva a bom porto, ao melhor porto. Tudo o resto caro leitor, é indescritível mas suscetível de viver, por isso, junte a sua voz à nossa para sentir o que não é exprimível em palavras.

Vivyane Tavares

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"This is the day, the day wich the Lord hath made, we will rejoice and be glad in it, this is the day"

Dos bancos da Lapa exalava o mais puro calor humano. Essa energia que chega até nós, e é uma forte componente do sucesso na performance de cada um. Vieram por aquilo que nos une, Deus e a Música. E se a música é o alimento da alma, foi servido um verdadeiro banquete. Interpretar as composições de Vivaldi, Mozart, Duruflé, Bruckner e Rutter com um alinhamento cronológico, não é abrir uma partitura, é abrir um livro e contar-vos história da música sacra, é manter viva e pulsante a criação daqueles a quem Deus inspirou no seu tempo e o homem imortalizou.

O trabalho do Coro Polifónico da Lapa fala por si.

Mas chegados a este dia, há agradecimentos que queremos endereçar.

À Irmandade da Lapa, pelo apoio, pelo entusiasmo, pela visão e pelo abraço sincero no final de cada Concerto.

Ao nosso mui querido Maestro.

Este ano foi especial pelos mais variados motivos. Os desafios foram por vezes arrebatadores. O Maestro Filipe Veríssimo foi sempre a nossa rede. Ampara-nos, motiva-nos, fortalece-nos, empurra-nos, segura-nos, abraça-nos, disciplina-nos, acrescenta-nos. Tudo entrega com uma generosidade que se supera em todos os momentos. E apesar de nada esperar, conquista a nossa amizade, admiração e carinho. Estamos aqui, estaremos aqui e vamos seguir juntos neste caminho da dignidade, da transparência, do vínculo humano, da música, do sagrado, da amizade, da vida. Faz tudo valer a pena.

Ao nosso público, a nossa gratidão e compromisso de darmos continuidade ao nosso trabalho para entregarmos a excelência que merecem.

Até breve!

Vivyane Tavares

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Julho chegou com sabor de nostalgia do que ainda não foi feito, antecipando já o fim de mais um ciclo.

Foi um ano intenso de música, muito trabalho, muito sucesso, muitos sonhos concretizados, muitas alegrias, novas parcerias e consolidação das antigas, muitas aprendizagens. Colegas novos que chegaram, outros partiram, mas as suas vozes, essas, ficam registadas no ADN da Lapa. Tal como numa aquarela, a essência de cada um funde-se num todo, numa paleta humana que se entrega a Deus, à música sacra, à assembleia, ao público e à transcendência. E somos translúcidos na tela de execução e homenagem aos grandes compositores da música sacra tradicional e contemporânea. Somos o quadro vivo e intemporal da cultura da Lapa. Para encerrar este ano, marcado indelevelmente por Mahler e a sua segunda sinfonia, apresentamos três Concertos com obras dos grandes Vivaldi, Mozart, Brukner, Duruflé e Rutter. Três Concertos de entrada livre.

Hoje abrem-se as portas da Igreja do Convento de São Francisco do Porto, às 21:30, para um Concerto do Coro Polifónico da Lapa com direção do nosso Maestro Filipe Veríssimo, no âmbito do V Ciclo de música de São Francisco.

Domingo, dia 14, estaremos naquela que já nos faz sentir em casa e é a anfitriã perfeita a cada visita, pelo acolhimento de Monsenhor Manuel Joaquim, a Igreja Paroquial de Ribeirão, às 18:00.

Quarta-feira dia 17 de Julho, pelas 21:30, terá lugar o nosso Concerto de encerramento, no dia em que foi firmada a primeira pedra da Igreja da Lapa, há 268 anos atrás, daquela que é a nossa Casa com muito orgulho, honra e devoção.

E se "aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.", esperamos levar-vos connosco, em presença, em comunhão, na música e na prece.


Vivyane Tavares

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Hoje, dia 7 de julho o Monumental Órgão de Tubos na Igreja de Nossa Senhora da Lapa, comemora 29 anos. Celebrar o aniversário deste Majestoso Órgão de Tubos, é celebrar a transcendência que o seu som permite vislumbrar tanto por quem nele executa as mais ricas obras, como por quem ouve e procura esta oferta do divino.

Para assinalar a data, a Irmandade da Lapa convidou a estrela mundialmente aclamada Shin-Young Lee, para a realização de um concerto às 21:30, com obras de Julius REUBKE (1834-1858) e Charles-Marie WIDOR (1844-1937).

A Igreja da Lapa é possuidora de um imponente órgão de tubos que pesa cerca de 34 toneladas e tem 12 metros de altura, 10 metros de largura e 5 metros de profundidade. Dispõe de 64 registos distribuídos por 4 teclados, uma pedaleira e um computador com mais de 26.000 combinações. No total, o órgão possui 4307 tubos e um carrilhão com 42 sinos.

Obra-prima do organeiro alemão Georg Jann, peça fundamental nos Concertos e Missas na Igreja da Lapa.

Por ele já passaram alguns dos melhores organistas do mundo. Cada um, contribuindo para o enriquecimento da história deste que é o rei de todos os instrumentos.


Igreja da Lapa - Porto
Filipe Veríssimo

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Mais do que Música: o que Construímos Juntos

09-05-2026

Há caminhos que se percorrem com os pés.
E há outros que só se atravessam com alma, coragem e entrega absoluta.

Entre Março e Maio, vivemos uma dessas travessias raras.
Sete concertos. Cinco cidades. Quatro programas distintos. Dois meses de intensidade humana e artística que dificilmente cabem em números mas que ficarão para sempre inscritos na memória de quem os viveu.

Começámos a 14 de Março, na Igreja da Lapa, onde o Nulla in mundo pax sincera, o Magnificat e o Gloria de Antonio Vivaldi abriram este percurso com luz, fé e esperança.

Dias depois, a 17 de Março, a imponência da Casa da Música recebeu a monumental 2.ª Sinfonia de Gustav Mahler, uma obra que exige tudo: técnica, resistência, vulnerabilidade e verdade. E tudo foi dado.

Março terminou e Abril abriu sob a sombra luminosa do Requiem de Wolfgang Amadeus Mozart:
na Casa das Artes de Famalicão,
na Igreja Matriz de São Pedro da Cova,
e novamente na Igreja da Lapa.

Três apresentações. Três encontros diferentes com a mesma eternidade.
Três noites onde a música se tornou silêncio interior, memória e transcendência.

E então Maio trouxe a força telúrica de Carmina Burana, de Carl Orff:
a 7 de Maio no Europarque
e hoje, 9 de Maio, no Teatro Municipal da Guarda.

Mas, pelo meio desta verdadeira maratona artística, houve ainda o compromisso contínuo e silencioso das celebrações dominicais do meio-dia na Igreja da Lapa, momentos menos visíveis, talvez, mas igualmente fundamentais na nossa missão musical e humana.
Com especial emoção, permanecem na memória as celebrações do Domingo da Ressurreição e da Festa de Nossa Senhora da Lapa, vividas com particular intensidade, fé e comunhão.

Mais de 5000 ouvintes cruzaram connosco este caminho.
Mais de 5000 pessoas testemunharam algo que ultrapassa partituras, ensaios, palcos ou aplausos. Porque a verdadeira dimensão deste feito não está apenas na exigência artística alcançada, mas na humanidade que a tornou possível.

Cada músico, cada cantor, cada maestro, cada técnico, cada colaborador, cada pessoa que esteve nos bastidores ou na plateia ajudou a construir algo maior do que um ciclo de concertos: construiu comunidade, memória e sentido.

Foi cansativo. Foi exigente. Por vezes, quase impossível.
Mas a música, quando é feita com verdade, tem esta capacidade extraordinária de unir vontades, superar limites e transformar esforço em beleza.

A todos os que fizeram parte desta caminhada:
obrigado pela disciplina nos dias difíceis, pela generosidade nos momentos decisivos, pela confiança mútua, pela amizade, pela entrega e pela coragem de acreditar que era possível.

O que alcançámos pertence agora à memória destes lugares, destas cidades e destas pessoas.
Mas pertence, acima de tudo, a todos aqueles que ousaram sonhar em conjunto.

E isso ficará muito depois do último acorde se extinguir.

Filipe Veríssimo


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Ser comunidade… Ser Lapa!

07-05-2026

Há coisas que só fazem sentido quando são vividas em conjunto. A comunidade é uma delas.

Na Lapa, aprendemos que pertencer é mais do que estar presente. É cuidar, participar, servir e caminhar lado a lado. É reconhecer que a fé ganha vida no encontro com os outros e que os pequenos gestos, quando feitos com amor, têm um valor imenso.

Ser CPL é precisamente viver esse espírito de proximidade e comunhão. É sentir que cada voz, cada presença e cada contributo ajudam a construir algo maior do que nós próprios. Não somos apenas um coro; somos pessoas unidas pela fé, pela amizade e pela vontade de servir a nossa comunidade.

Foi com esse sentimento que o CPL assumiu a ornamentação do altar de Santo António durante a Festa de Nossa Senhora da Lapa. Mais do que preparar um espaço, foi uma forma simples e sincera de retribuir o carinho com que a comunidade nos acolhe ao longo do ano.

Esta experiência aproximou-nos ainda mais, fortaleceu os nossos laços e recordou-nos da beleza de fazer caminho juntos. Porque, no fim, ser comunidade é isso mesmo: estar disponível, partilhar e construir, uns com os outros, uma casa onde todos se sintam pertencentes.

Ser comunidade é ser Lapa. ❤️


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Tradicional Concerto de Natal na Lapa

20-12-2025

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.

A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.

O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.

O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.

O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.

A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.


Foto de Capa: @pedro.couto


Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa


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