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Neste dia, começamos por partilhar a Fé, a Música e a Eucaristia onde sempre estamos presentes com o nosso espírito de missão, unidos na liturgia. Na Igreja da Lapa soaram as vozes de um grande número de elementos do Coro que se fizeram presentes. "Everything grows, Everything has a season .'Til it is gathered to the fathers fold" e porque assim é querido Maestro, celebramos ontem o dom da vida de quem tanto nos inspira na música, na liturgia, nos projetos que nos propõe, mas também e não menos, inspira-nos com a sua luz e os seus valores, a forma positiva como vê o mundo e a força que o impulsiona nas adversidades.

Inspira-nos no sorriso pronto, fácil e genuíno que oferece a todos, todos, todos. Cada um de nós tem a marca da sua liderança e da sua generosa sabedoria técnica, humana e interior. O melhor presente, a presença. Estamos consigo, sempre. A união. Estamos juntos. A estima e o carinho patentes na dedicação de todos para que o seu dia fosse mais-que-perfeito na companhia que escolheu a sua família e os seus amigos, muitos.

Viva o dia 26-01-1975!

Sigamos.

Coro Polifónico da Lapa

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Embrulhamos Puccini com papel de seda verde e fita de veludo carmim, somos tradição, e entregamos em mãos à comunidade da Lapa, para que desembrulhassem o melhor presente que poderíamos oferecer, Oração, Música e Transcendência. Messa di Gloria foi a única composição sacra do autor, e a sua primeira composição aos 18 anos. A acompanhar o presente um cartão assinado pelo punho pelo Maestro Osvaldo Ferreira, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Sérgio Sergio Sousa Martins, tenor, Rui Silva, baixo, Coro Polifónico da Lapa e Filipe Veríssimo , Mestre-capela da Casa. Natal é troca, e recebemos o melhor dos presentes, abraços, abraços de quem nos ouve com a alma.

Este ano abraçamos a música, abraçamos projetos, abraçamos quem nos recebe, abraçamos amigos, abraçamos desafios, abraçamos lágrimas, mas sobretudo sorrisos, abraçamos a vida com a delicadeza dos fortes, abraçamos o silêncio, porque só em silêncio podemos ouvir o que nos une, Deus e a Música.

Para 2025 temos três grandes obras que iremos preparar

- Missa em dó menor de Mozart
- Requiem alemão de Brahms
- Oratória de Natal de Bach

Em 2024, tivemos o privilégio de contar com sua presença e confiança. Que no próximo ano possamos continuar a trilhar este caminho e a crescer juntos, alcançando novos patamares de sucesso.


Coro Polifónico da Lapa

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João António de Lima emigrou para o Brasil. Aquando divorciado, apaixonou-se por Luzia Joaquina Bruce. Viveram um grande amor, que durou toda uma vida. Luzia Joaquina Bruce viu partir João António de Lima em 1891.

Podia ter sido só uma simples história de amor, mas Luzia Joaquina Bruce, herdeira da grande fortuna de João António Lima, um “torna-viagem”, quis ir além da simples administração da herança. De coração nobre, qualidade que partilhava com o seu companheiro, decidiu ser benemérita de vários projetos, e garantir em cada um, uma homenagem a João António de Lima, para que permanecesse na memória e nos corações das pessoas.

É assim que nasce, em 1902, o Hospital da Lapa, cuja construção fica concluída em 1904. No cimo da fachada principal do edifício, dá as boas-vindas a cada paciente, a estátua de João António de Lima. Quantas vidas tocaram...

Nas comemorações dos 120 anos do Hospital da Lapa, ao longo desta semana, foram muitas as pessoas que quiseram dar o seu testemunho. O testemunho de tantos, na palavra. Na história. E quantas histórias cabem em 120 anos ao serviço das pessoas.

Para encerramento das celebrações, teve lugar hoje, Eucaristia Solene celebrada pelo Cardeal-Patriarca Emérito de Lisboa, Dom Manuel Clemente, com participação do Coro Polifónico da Lapa, Liliana Oliveira, salmista, Tiago Ferreira no Órgão, direção de Filipe Veríssimo.

Parabéns Hospital da Lapa, por ser a escolha de confiança, por criar esse vínculo com quem acaba de chegar e pelos 120 anos de tantas vidas tocadas a cuidar de um dos bens mais importantes, a saúde física, mental e emocional.

Vivyane Tavares

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É com profundo pesar e consternação que o Coro Polifónico da Lapa comunica o falecimento do estimado Sr. Padre Amorim. Homem de fé e de coração generoso, o Sr. Padre Amorim foi uma presença constante nos nossos concertos e nas missas festivas, como as celebrações do Natal e da Páscoa, onde o nosso coro interpretava grandes obras corais sinfónicas, que ele tanto apreciava e nas quais participava com enorme gosto.

A sua dedicação à comunidade e o seu amor pela música e pela liturgia enriqueceram as celebrações e tocaram profundamente todos os que tiveram o privilégio de o conhecer. O seu apoio incansável e a sua paixão pela arte coral serão lembrados com carinho e gratidão.

Neste momento de dor, expressamos as nossas mais sinceras condolências à sua família, amigos e à comunidade que tanto beneficiou da sua entrega e dedicação. Que a sua alma descanse em paz e que o seu legado continue a inspirar-nos.

Com pesar,
Coro Polifónico da Lapa

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“Ações” de Cristo e da Igreja, onde se anuncia Cristo e a própria Igreja se anuncia (cf. Karl Rahner), os sacramentos prolongam e atualizam na história a obra salvífica de Cristo, refletindo cada um deles uma dimensão particular desse mistério.

O Batismo - o primeiro dos sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) – evoca os simbolismos da morte e purificação, bem como da regeneração e renovação: cancela os pecados e representa o novo nascimento no Espírito Santo. O neófito torna-se, assim, uma “nova criatura”, um filho adotivo de Deus, tornado participante da natureza divina; membro de Cristo e co-herdeiro com Ele; e templo do Espírito Santo. “Revestidos de Cristo”, os batizados veem impresso na alma um selo espiritual indelével da sua pertença a Ele, que os integra na sua Igreja e os consagra para o culto religioso cristão, capacitando-os e comprometendo-os a servir a Deus e a exercer o seu sacerdócio batismal, pelo testemunho de uma vida santa e de uma caridade eficaz.

O Batismo constitui-se, portanto, como participação no Mistério Pascal de Cristo (dimensão mistérico-cristológica); incorporação na Igreja (dimensão eclesial); início da vida nova no Espírito Santo (dimensão pneumatológico-escatológica), e compromisso com Deus e com o mundo: um compromisso de coerência com a realidade de fé em que Deus recria ou regenera (dimensão moral).

Rita Santos
Jornalista (CP 6370)
Mestranda em Ciências Religiosas

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A Igreja e o Cemitério da Lapa foram distinguidos com a atribuição do Selo "Rotas do Norte - Reconhecimento e Adesão de Bens Culturais a uma Rota de Património Cultural, Arte e Arquitetura Contemporâneas da Região Norte", projeto conjunto da CCDRN e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (ER-TPNP).

Esta distinção baseou-se no “reconhecimento do valor patrimonial e atratividade turística do Bem”, de que se realçam os valores históricos, artísticos e culturais deste conjunto patrimonial de exceção, classificado como Monumento de Interesse Público.

Deve-se sublinhar que o reconhecimento do extraordinário valor deste Monumento dual portuense está bem patente no conjunto das Rotas que passa a integrar: “Caminhos de Santiago a Norte”; “Escritores a Norte”; “Órgãos a Norte”; “Talhas, Azulejos e Frescos a Norte”; “Património Imaterial a Norte”e “Outras rotas de elevado interesse turístico”, dando bem conta da diversidade e pluralidade dos valores culturais que lhe estão associados.

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Notícias

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Falecimento do Maestro Álvaro Cassuto

07-04-2026

O Coro Polifónico da Lapa manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do Maestro Álvaro Cassuto, figura ímpar da música portuguesa, cuja dedicação, sensibilidade e elevação artística marcaram de forma indelével todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de privar e trabalhar.

Em 2006, o Coro Polifónico da Lapa teve a honra e o privilégio de colaborar com o Maestro Álvaro Cassuto na apresentação do Requiem de Mozart, em dois concertos memoráveis realizados no Coliseu do Porto e na Igreja de São Domingos, em Lisboa, com o acompanhamento da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento do compositor. Essa experiência constituiu um momento de excecional grandeza artística e humana, deixando uma marca inolvidável na história e na vida do nosso coro.

Na sequência dessa colaboração, fomos profundamente tocados pelas palavras que o Maestro dirigiu ao nosso fundador, Cónego Ferreira dos Santos, e a todos os elementos do coro:

"9 de abril de 2006

Meu caro Cónego Ferreira dos Santos,

Não encontro palavras para exprimir a profunda emoção com que escrevo estas linhas!
Não só a qualidade vocal e o profissionalismo do seu magnífico Coro Polifónico, acima de tudo o calor humano que nele se reune e me inspiram, contribuíram para me convencer que o Paraíso não é só um anseio de todo o Ser Humano, mas uma realidade possível no nosso pequeno planeta!
Desde já quero dizer-lhe que tudo farei para voltar a colaborar com o seu Coro. Será não só numa honra, mas acima de tudo um anseio que espero se realize quanto antes!
Entretanto, peço que aceite um forte abraço do seu Amigo e grande Admirador

Álvaro Cassuto

Meus caros Membros do Coro Polifónico da Lapa,
Como já tive a oportunidade de dizer ao vosso talentoso Maestro Filipe Veríssimo, a vossa dedicação, qualidade vocal e, acima de tudo, calor humano, inspiraram-me muito além do que as prosaicas palavras que sei usar conseguem exprimir!
Colaborar convosco foi elevação espiritual e emotiva que me marcou profundamente. Senti-me transportado para um Mundo transcendental a que todos aspiramos e que nos parece inatingível no nosso quotidiano.
Bem-hajam! Deixaram comigo o anseio de voltar a colaborar convosco, que espero se concretize muito em breve!
Entretanto, aceitem os mais efusivos abraços do vosso,

Álvaro Cassuto"

Pouco tempo depois, o Coro foi convidado pelo Maestro para realizar concertos no Algarve, com o Requiem de Domingos Bomtempo, acompanhado pela Orquestra do Algarve. Por motivos de agenda, tal colaboração não se veio a concretizar. Ainda assim, permaneceram para sempre a amizade, o respeito e a estima mútuos. Sempre que o Maestro se deslocava ao norte para dirigir, os elementos do coro faziam questão de marcar presença, como sinal de admiração e reconhecimento.

Neste momento de profunda tristeza, em que fomos surpreendidos pela notícia do seu falecimento, pouco tempo após a realização de três concertos com Requiem de Mozart, não podemos deixar de expressar a nossa mais sincera gratidão por tudo quanto nos deu e pelo inestimável contributo que prestou à música portuguesa.

À família do Maestro Álvaro Cassuto, endereçamos as nossas mais sentidas condolências, associando-nos à sua dor e prestando homenagem à memória de um Homem e de um Músico que jamais será esquecido.


Filipe Veríssimo
FIOMS - Festival Internacional de Órgão e Música Sacra da Área Metropolitana e Diocese do Porto
Founder & Artistic Director
+351916036057

www.fioms.pt


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Mahler no 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa

25-03-2026

O concerto comemorativo do 10.º aniversário da Orquestra Filarmónica Portuguesa, realizado a 17 de março na Casa da Música, teve como eixo central a Sinfonia n.º 2 “Ressurreição” de Gustav Mahler, retomando uma obra já marcante em 2024.

Sob a direção de Osvaldo Ferreira, o concerto evidenciou a maturidade artística da orquestra e a sua capacidade de renovar uma partitura de elevada exigência, afirmando-se como um dos momentos mais relevantes da temporada.

As solistas Bárbara Barradas e Cátia Moreso destacaram-se pela sensibilidade e solidez técnica, conduzindo os momentos mais introspectivos da obra, sobretudo no final de grande intensidade.

O Coro Polifónico da Lapa, dirigido por Filipe Veríssimo, e o coro da Academia de Música de Paços de Brandão, sob orientação de Catarina Marinheiro, revelaram coesão e expressividade determinantes para o impacto do desfecho.

Este concerto integra um percurso iniciado em 2024, quando a sinfonia foi apresentada em vários palcos nacionais, consolidando-se como uma experiência musical de forte impacto emocional e escala monumental.

Em 2026, a “Ressurreição” assume um caráter celebrativo, assinalando não só a década da orquestra, mas também o poder transformador da música, numa interpretação renovada que reafirma a atualidade e profundidade da obra de Mahler.


Foto de Capa: @nunoseabra_


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Tradicional Concerto de Natal na Lapa

20-12-2025

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.

A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.

O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.

O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.

O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.

A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.


Foto de Capa: @pedro.couto


Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa


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